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Devoção

Devoção

A devoção a Santo Antônio é um fato muito natural entre nós, brasileiros. E a razão, bem simples, pois Santo Antônio era português e nós, descendentes da gente lusitana. E uma devoção que se transmitiu de pai para filho, de irmãos para irmãos. Apesar de Santo Antônio ter vivido há mais de 800 anos em Portugal e Itália, a estrela de sua santidade continua a brilhar entre nós. Portanto a escolha do taumaturgo português para nosso padroeiro não poderia ter sido mais feliz. E, a cada dia, a cada ano que se passa, os moradores de Santo Antônio do Leite sentem palpavelmente, a sua proteção.

Têm ocorrido fatos que chamaríamos miraculosos, pois a ninguém é desconhecida a fama dos prodígios que Santo Antônio operou em seu tempo. Os santos são amigos de Deus, e, como tais, como seus ministros, continuam realizando feitos extraordinários em prol daqueles que se valem de sua intercessão. Quase todos os moradores de Santo Antônio do Leite têm um fato a contar, uma graça recebida por intermédio do Santo. Não estamos falando - é claro - dos casamentos que ele realizou. Pois aí, cada moça, cada mãe de família, iria contar o seu caso particular, e a narrativa se tornaria por demais longa! Mas vamos a alguns fatos ocorridos e comprovados em Santo Antônio do Leite.

O Milho Preservado

O fato ocorreu há muitos anos. Talvez, há mais de cem anos. Havia duas irmãs muito pobres que moravam na região do Catete, aqui em nossa terra. Sua vida consistia num trabalho constante e penoso para proverem o seu sustento. Ao redor de sua casa, havia apenas um pequeno quintal e um paiol modesto. Não tinham terras a cultivar. Como é comum acontecer nesses casos, procuraram um terreno baldio, pelos lados do Ribeirão ou Dumbá, onde Ihes fosse possível plantar milho, feijão, etc. Todos os dias, palmilhavam elas oito a dez quilômetros para chegar à roça. Naquele ano, a plantação estava mais viçosa, e a colheita foi verdadeiro sucesso. Muito milho, muito feijão Concluída a colheita num sábado, esbarraram as duas irmãs numa séria dificuldade: como transportar para casa tão grande messe? 'As tropas ou o carro de bois só poderiam fazer o transporte daí a alguns dias. E elas não poderiam deixar tão boa colheita desamparada. Com efeito, havia bois e outros animais na vizinhança, sequiosos de milho novo. Havia, também, infelizmente, um conterrâneo inescrupuloso que, a qualquer descuido, recolhia em seu animal os cereais que encontrava. A solução seria elas ficarem dia e noite vigiando o milho colhido até o dia em que fosse transportado. Mas as duas irmãs se lembraram de outro detalhe: no dia seguinte, domingo, haveria missa de Santo Antônio lá no Leite. E, devotas que eram, não podiam faltar à missa. Era pecado. Foi quando uma delas decidiu: •Não vamos perder a missa de jeito nenhum. Santo Antônio tomará conta de nosso milho.

E, dito isto, voltaram a sua casa no Catete. No domingo, foram tranqüilas rezar a Santo Antônio em seu templo, em Santo Antônio do Leite.

Na segunda-feira, voltaram bem cedo à roça, apreensivas quanto ao destino de sua colheita. Mas qual não foi a sua surpresa, quando viram animais pastando em volta dos montes de milho, sem sequer tocar numa espiga. Olharam em volta e viram aquele conterrâneo inescrupuloso, que logo se dirigiu a elas: •Vocês são tão devotas de Santo Antônio e não quiseram ir ontem à missa, hem? Olhem que eu passei aqui por perto várias vezes e vocês estavam assentadas sobre o milho, vigiando o gado ... Ora pois ...

Não é preciso dizer mais nada. Santo Antônio protegeu de fato suas devotas.

ACIDENTE NA FESTA DO PADROEIRO

Este fato ocorreu no ano de 1932, na festa anual do padroeiro Santo Antônio. Todos podem imaginar uma festa de Santo Antônio. Ummisto de religiosidade e muito folclore. E, acima de tudo, muita alegria, muito congraçamento. Normalmente, a festa é precedida de uma novena, culminando, no sábado e domingo, com as solenidades maiores. No sábado, a festa é à noite. Há a procissão luminosa de tochas. Conduzindo, entre cantos e marchas da banda de música, a "bandeira", ou seja, o quadro do Santo homenageado, para ser erguido no topo de longo mastro. Além da missa e pregação, queima-se a grande fogueira, realiza-se um espetáculo pirotécnico, promovem-se barraquinhas, tudo ao som de quentes dobrados da banda. Todo esse quadro descrito se passou naquele ano, no sábado da festa. Estava na "hora do levantamento do pesado mastro, o que era feito de modo bastante primitivo. Uma dezena de homens tentava erguê-Io, aos gritos compassados, servindo-se de alavancas - que nada mais eram que gigantescas tesouras de madeira - para sustentar o comprido lenho. Neste momento, a ponta do mastro já estava a uma altura de 3 a 4 metros, quando se ouviu um grito de alguém: - Santo Antônio!

Era o mastro que se desprendera, projetando-se violentamente, no solo. E, na queda, ele atingiu, de cheio, na cabeça, a moça que passava debaixo, depois de ajeitar a bandeira na ponta do mastro. O desmaio foi imediato. A cabeça começou a sangrar. Formou-se um grande alvoroço, e a festa paralisou. Cessou a música. Cessaram os fogos. Tomaram a moça e a levaram, sem perda de tempo, para a farmácia do Sr. Lulu. Excelente farmacêutico, ele percebeu a gravidade da situação e sugeriu mesmo que levassem a moça para um centro maior. Mas como? E os meios de transporte? E o tempo que haveria de demorar? O Sr. Luis Pereira da Conceição pensou nisto e tentou fazer o que lhe estivesse ao alcance para medicá-Ia. Mas confessou aos parentes que estava desanimado. Não havia muita esperança. A essa altura, não havia quem não rezasse, não pedisse a Santo Antônio pela jovem acidentada. Foi uma verdadeira chuva de preces ao glorioso Santo, para que o pior não sucedesse. Pois a graça aconteceu. A menina começou a recobrar os sentidos. No outro dia, outros curativos foram feitos. Ficou em observação vários dias e, dentro de algumas semanas, ela estava curada. Completamente sã, nas mãos do farmacêutico.

Esta moça não é outra senão Da. Zita Santos (Zizi) filha de Da. Júlia Santos. Nunca teve problemas de saúde, e hoje aqui está, forte, dando o testemunho da grande graça alcançada.

UMA CRlANÇA DESPENCA DO ALTO

Era um domingo festivo em Santo Antônio do Leite. Havia terminado a missa das 10:00 horas, em honra de Santo Antônio, e o povo em massa conversava no adro da igreja. Velho costume de nossa terral A missa, os atos religiosos terminam, mas os fiéis permanecem por longo tempo em torno da igreja. Encontram-se os amigos, os parentes. E os bate-papos vão longe. Têm surgido até, casamentos, em decorrência do convívio amigo, nestas horas de lazer no adro da igreja. Nesse domingo, que era o primeiro do mês, o povo aguardava a hora da bênção do Santíssimo Sacramento. O vigário, Pe, Carmélio Augusto Teixeira, esperava, pacientemente, o horário das 14:00 horas para concluir os atos religiosos. E, enquanto isto, faziam-se os leilões. Muitos se divertiam com as suaves brincadeiras do leiloeiro, Sr. Antônio Amâncio Mendes.

Da. Maria da Conceição Pedrosa, esposa do Sr. Cândido Pedrosa, embalava, nos braços o seu filho Adalberto, de 3 meses de idade. Estava sentada no adro, exatamente na parte que está de frente para a venda do Sr. Cícero Pereira Brandão. De repente, num assomo muito próprio de crianças irrequietas,o menino se desprende dos braços da mãe e se projeta na rua abaixo do adro. Uma altura de 7 metros, aproximadamente Foram gritos e choros o que se ouviu a seguir. "Santo Antônio". "Santo Antônio". Ao apanharem o menino, viram que ele estava desmaiado, com o corpinho todo mole. A farmácia era em frente, e para lá o levaram de imediato. O saudoso farmacêutico, Sr. Luís Pereira da Conceição examinou a criança e olhou para os pais, numa expressão que traduzia mais ou menos o seguinte: "É um caso sem remédio".

Mas Santo Antônio não foi deixado em paz. Com a fé, que só as mães sabem ter numa hora dessas, aquela mãe reza e faz uma promessa ao Santo. E,daí a instantes, o pequeno Adalberto dá sinal de.vida, Fizeram-se, posteriormente, outros exames, procurou-se observar a saúde do acidentado e jamais se constatou qualquer anormalidade física ou psíquica.

Pelo contrário, a criança concluiu os estudos de 19 grau, de 29 grau e o curso superior de Engenharia. Hoje é o Dr. Adalberto Ferreira Pedrosa, engenheiro, prestando os seus serviços de cidadão e de profissional à nossa Pátria.

O BADALO DO SINO

Este fato ocorreu também numa festa do padroeiro Santo Antônio. Foi no domingo da festa, naquele período da tarde, que vai entre o horário da missa solene e a procissão de Santo Antônio. Nessa época, lá pelos anos de 1936 Santo Antônio do Leite contava com uma excelente banda de música, organizada e regida pelo maestro Sr. Gabriel Augusto de Lemos.

A banda executava seus dobrados, no adro da igreja, rente à torre do sino. Todos os músicos se achavam sentados, pois que era costume trazer para ali os bancos do interior da igreja, colocando-os enfileirados, para maior comodidade dos bravos rapazes. Era realmente digno de aplausos o entusiasmo daqueles moços e senhores, que, demonstrando um pioneirismo extraordinário, deleitavam a população ai i presente, com a execução de seus números musicais.

Queriam todos, afinal, engrandecer o santo padroeiro, no dia de sua mais solene festa. Estava-se aproximando a hora da procissão, que se realiza, normal- mente, lá pelas 17:00 horas. Nem era preciso alertar a população para o horário, mas a praxe ordenava que, meia-hora antes, os sinos devessem tocar, anunciando, chamando. E o sineiro, na época o Sr. Francisco Xavier dos Santos, mais conhecido pelo nome de Chico Padre, adorava o seu ofício.

Às 16:00 horas, em ponto, subiu ao alto da torre, esperou uma das

pausas da banda de música e atacou. Começou a repicar, forte e demorada- mente, os sinos do campanário. Mas, na hora exata de dobrar o sino grande, ele estremeceu e, maquinalmente, grita por Santo Antônio. O pesado badalo se desprendera do sino, precipitando-se bem em cima da banda de música, logo embaixo ... Francis- co não pensava, mas tinha certeza de que o bronze teria partido a cabeça de algum músico. Entretanto parece que Santo Antônio quis mostrar, ainda uma vez, a sua proteção, a sua graça. O badalo caíra sim - com toda a violência - deslizando pela roupa do Sr. Ramiro dos Santos, que então tocava com maestria o bombardino, não fazendo nenhuma vítima. Ao lado de Ramiro dos Santos, assentava-se, à distância de menos de u-n palmo, o músico Cicero Pereira Brandão que também nada sofreu. Mas, no lugar onde caiu, o pesado bronze perfurou a madeira, chegando quase a atravessá-Ia. Não podemos negar, é mais um fato miraculoso do Santo.

Dicas Ambientais

Rio Mango:

Nasce no alto da Serra do catete. E o principal afluente do rio das velhas! Cuidar desse rio é pensar nas futuras gerações! 

 AS CARRETAS: A população de Santo Antônio do leite Não suporta mais  esse trafico de carreta no distrito. A poeira,as vibrações nas casas e pousadas,risco de acidentes. O Turismo vai ser prejudicado!  Estamos aguardando ações imediatas do poder publico de Ouro Preto.

Acomosalt

Obrigado!